Reatores Modulares de Pequeno Porte: Análise de Viabilidade para Implantação no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.15392/2319-0612.2026.3057Palavras-chave:
Reatores Modulares de Pequeno Porte (SMRs), viabilidade, implantação no BrasilResumo
Os reatores modulares de pequeno porte (SMRs) estão na vanguarda dos novos projetos de reatores no mundo devido a características que atendem às atuais demandas do setor energético mundial aliando versatilidade de aplicações com produção de energia limpa. Há mais de uma centena de projetos de SMRs em desenvolvimento no mundo, utilizando diferentes tecnologias. O Brasil planeja a utilização de SMRs como parte da estratégia de fortalecimento da segurança energética e de avanço tecnológico, conforme previsto no Plano Nacional de Energia 2050 (PNE 2050). De modo a acompanhar o estágio de desenvolvimento de projetos de SMR no mundo que apresentam informações disponíveis em literatura aberta, o NEA da OCDE criou uma métrica baseada em seis aspectos críticos que influenciam a viabilidade desses projetos: licenciamento, localização, financiamento, cadeia de suprimentos, engajamento, e combustível nuclear. Este artigo apresenta os resultados de uma revisão bibliográfica e documental focada na análise das possibilidades de implementação de SMRs no Brasil, a fim de avaliar o nível de maturidade de cada aspecto para a implementação dessa tecnologia, adotando os critérios da OCDE/NEA como referência. Os resultados revelaram que, no Brazil, os seis aspectos avaliados apresentam certo grau de maturidade, porém existem desafios importantes a serem enfrentados para viabilizar a implementação da tecnologia SMR como parte das soluções para diversificar a matriz energética nos próximos anos.
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