Reatores Modulares Pequenos: Uma Proposta Inovadora para a Transição Energética do Brasil
DOI:
https://doi.org/10.15392/2319-0612.2026.3092Palavras-chave:
reatores modulares pequenos, transição energética, energia nuclear, Brasil, marco regulatório, descarbonizaçãoResumo
Os Reatores Modulares Pequenos (SMRs) representam uma inovação tecnológica promissora para a transição energética, oferecendo maior segurança, flexibilidade operacional e modularidade. Este estudo examina os fatores críticos de sucesso para a implementação de SMRs na matriz energética brasileira, abordando dimensões regulatórias, econômicas, técnicas e sociais. Uma abordagem qualitativa foi adotada, combinando análise bibliométrica de 190 documentos da base Scopus com entrevistas semiestruturadas realizadas com nove especialistas brasileiros com mais de 15 anos de experiência. Os resultados revelam que a inadequação do arcabouço regulatório foi identificada por 77,8% dos especialistas como a principal barreira, seguida pela necessidade de capacitação (55,6%), desafios na gestão de riscos (55,6%) e preocupações com a viabilidade econômica (44,4%). A participação do setor privado (66,7%) e a diversidade de aplicações industriais (33,3%) emergem como oportunidades-chave. Os SMRs podem contribuir para os objetivos de descarbonização e para a segurança energética no Brasil, especialmente em aplicações industriais como instalações petroquímicas, operações de mineração e plataformas offshore. A implementação bem-sucedida requer: (1) uma política nuclear de Estado contínua; (2) marcos regulatórios específicos para SMRs; (3) modelos de parceria público-privada; (4) programas de capacitação; e (5) estratégias de comunicação transparentes. Esta pesquisa fornece evidências empíricas baseadas na percepção de especialistas brasileiros e apresenta recomendações específicas para formuladores de políticas públicas, órgãos reguladores e atores do setor industrial.
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